Embalagens antimicrobianas com recursos naturais renováveis

Cientistas produzem embalagem de fécula de mandioca que evita o desenvolvimento de microorganismos

Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveram uma embalagem a partir de fécula de mandioca que tem função antimicrobiana, incentivando a substituição do plástico comum. Além de utilizar fontes renováveis, a embalagem possui extratos de óleos essenciais que ajudam a conservar os produtos embalados por mais tempo.

A composição inclui a fécula de mandioca, óleos essenciais e nanopartículas de argila. Como as resistência das embalagens de fontes renováveis são geralmente baixas, a argila foi adicionada para aumentar a resistência à tração e torná-la menos permeável e sucetível a entrada de umidade e oxigênio. Ainda para reforçar o impedimento da atividade de fungos e micróbios foram acrescentados os óleos essenciais que, conforme o contato com o produto, libera ingredientes que evitam a deterioração.

No mesmo laboratório da USP foi desenvolvido a “embalagem inteligente”, que traz um material com extratos ricos em antocianina, o pigmento natural de vegetais e frutas roxas, como jabuticaba, uva e repolho. Conforme as mudanças do pH do meio as antocianinas mudam de cor, indicando para o consumidor a deterioração do produto.

Fone: Atitude Sustentável